Dono de uma voz mágica, Fabio Lione — chamado carinhosamente pelos fãs de “Mago” — veio ao Rio de Janeiro mais uma vez, acompanhado de uma orquestra e músicos de apoio, mas desta vez com um show dedicado ao clássico álbum do Rhapsody, Dawn of Victory.

Com o Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, lotado e quente — o ar-condicionado pareceu não dar conta —, Lione cantou o álbum na íntegra de forma magistral, mostrando por que é chamado de Mago. Não apenas pela facilidade de criar melodias e refrões marcantes, mas também pela capacidade vocal impressionante, que surpreende a cada apresentação, até mesmo aqueles que o acompanham há décadas.
Sempre com seu jeito brincalhão e provocativo, conduziu a plateia, que se manteve não apenas empolgada durante o show inteiro, mas, diria até, encantada com o espetáculo que presenciava. Bem ao seu estilo quando se apresenta em teatros, passou parte do show cantando no corredor, no meio do público. Algo muito legal, pois, além de demonstrar carinho pelos fãs, proporciona uma proximidade que é bem típica dos italianos.


O show não se resumiu apenas à execução do clássico álbum. O repertório também abriu espaço para outros clássicos, como “Emerald Sword”, “Wisdom of the Kings”, “Warrior of Ice”, “Lamento Eroico”, “The Wizard’s Last Rhymes” e “The Magic of the Wizard’s Dream”, esta última dedicada a Christopher Lee (falecido em 2015), ator e músico que participou da gravação original.




Já caminhando para o final, Lione trouxe três covers brilhantemente executados. Dedicando a apresentação às crianças que vêm sofrendo com os males das guerras que assolam o mundo, e fazendo uma forte crítica aos governantes que fomentam esses conflitos em uma luta pelo poder, Lione interpretou “Miss Sarajevo”, do U2.
Diferentemente de outros shows, nos quais costuma cantar alguma música do Iron Maiden, desta vez a escolhida para homenagear a banda da qual é fã foi “Tears of the Dragon”, da carreira solo de Bruce Dickinson. Para fechar a trinca, “Silent Lucidity”, do Queensrÿche, uma das bandas que, segundo ele, mais ouvia quando jovem.

O encerramento ficou por conta de “Land of Immortals”, do álbum Legendary Tales, de 1997, já deixando aquela sensação de que, no ano que vem, ele pode retornar com um show em homenagem ao disco. Será?
Aqui, como fã, adoraria!







