A 11ª edição brasileira aconteceu em 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, e de acordo com a divulgação feita pela organização, contou com mais de 700 mil pessoas na Cidade do Rock nos sete dias de evento — aproximadamente 100 mil por dia. Foram 190 shows, mais de 1.300 artistas e 45 apresentações internacionais.
Ainda segundo a organização, 49% do público presente veio de fora do estado do Rio de Janeiro, além de ter recebido visitantes de 89 países, impactando diretamente na rede hoteleira da cidade. Segundo a HotéisRio, a ocupação média dos hotéis cariocas durante os dias de Rock in Rio ficou em 85,79%.
O impacto econômico divulgado foi de R$ 3,36 bilhões, baseado em estudo da FGV. O festival teria sido responsável pela movimentação de 33,9 mil empregos diretos e indiretos, além de aproximadamente 30 mil pessoas credenciadas trabalhando na realização do evento.
Quanto ao uso de transporte público, os números também impressionam, o balanço oficial informa aproximadamente 300 mil passageiros no BRT Expresso Rock in Rio e cerca de 150 mil pessoas no serviço Primeira Classe.
No quesito comida e bebida os números são enormes:
- mais de 165 mil pessoas passaram pela Gourmet Square;
- 80 toneladas de comida foram consumidas na Área VIP;
- mais de 180 mil hambúrgueres vendidos no gramado;
- mais de 75 mil litros de café consumidos;
- mais de 100 mil bebidas foram compradas antecipadamente pelo aplicativo;
- mais de 866 mil pratos de comida foram doados através da parceria com a Ação da Cidadania.
Quanto às polêmicas marcas e ativações, mais de 266 mil pessoas participaram das experiências montadas nos estandes das marcas, sem contar as ativações realizadas no gramado. A nova experiência ECCO by Lightwire recebeu mais de 25 mil pessoas nos sete dias (uma média de 3,5 mil visitantes por dia).
Sobre o lixo a Comlurb recolheu cerca de 40 toneladas de resíduos por dia. Segundo a organização, aproximadamente 80% desse material era potencialmente reciclável.
Participaram seis cooperativas, e foram criados 82 postos de trabalho para catadores.
É importante notar a expressão utilizada: 80% potencialmente reciclável não significa necessariamente que 80% foi efetivamente reciclado.
Ainda segundo balanço divulgado pelo G1, a Polícia Civil registrou queda de 19,9% nos registros de crimes em comparação com 2024. Os furtos em geral caíram 17,5%, e os furtos de celulares, 10,3%.
Nos primeiros quatro dias tinham sido registrados 604 procedimentos contra 715 no período equivalente de 2024, queda de 15,5%. Uma novidade foi a presença de policiais do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio à paisana no meio do público, procurando identificar quadrilhas especializadas em furtos e receptação de celulares.
A operação também empregou drones e um sistema antidrones. Durante os sete dias, seis drones não autorizados foram interceptados; quatro aparelhos foram identificados formalmente e encaminhados à delegacia.
A Operação Lei Seca abordou 3.627 motoristas, com 746 ocorrências relacionadas à alcoolemia: 311 resultados positivos administrativos e 435 recusas ao teste.
O Corpo de Bombeiros manteve 140 militares em revezamento durante o festival e, segundo o balanço divulgado, houve apenas um incidente leve diretamente relacionado à operação interna.
A chuva foi outro grande destaque do evento, fazendo com que o próprio Roberto Medina brincasse com o assunto falando na coletiva que “a chuva foi um dos nossos artistas esse ano.”.
Vale ressaltar que até o momento não houve divulgação do balanço consolidado por parte da prefeitura ou estado sobre receita gerada em impostos.
O que encontramos é um levantamento feito pela CIELO, apresentando dados que mostram que durante o Rock in Rio o faturamento nominal do varejo físico no município do Rio cresceu 5,4% em comparação com o mesmo período equivalente em 2025. O crescimento foi especialmente puxado por Recreação e Lazer e Restaurantes, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado.
Há também um levantamento da ASSERJ sobre supermercados. No primeiro fim de semana do festival, algumas das grandes redes pesquisadas tiveram aumento médio de 25,4% no faturamento em comparação com o fim de semana anterior ao festival. É interessante porque mostra que o efeito econômico não ficou restrito apenas aos frequentadores do festival, mas também relaciona parte do aumento ao consumo de quem acompanhou os shows pela TV/streaming.




