Av. Mem de Sá, 61, Lapa, Rio de Janeiro, RJ, 20230-150
“Formado por André Paixão (Nervoso) e Dinda, o ARSONICAS é um duo musical brasileiro que transforma a diversidade cultural em matéria-prima para a criação artística. Com uma formação enxuta de guitarras, vozes, percussões e elementos eletrônicos, a dupla desenvolve uma linguagem sonora própria, atravessando fronteiras geográficas, linguísticas e musicais em uma proposta marcada pela experimentação, pela liberdade criativa e pelo encontro entre culturas.
A pesquisa artística do ARSONICAS parte da canção autoral e se expande por diferentes tradições musicais, incorporando referências do rock, da música experimental, de sonoridades orientais, africanas e latino-americanas. Suas composições exploram estruturas abertas à repetição, ao transe e à improvisação, enquanto as letras evocam mantras contemporâneos, deslocamentos, afetos e experiências compartilhadas.
A primeira composição do duo, “Voilà Mashallah”, combina o árabe Fusha e o francês, sintetizando uma poética construída a partir da convivência entre idiomas e culturas. Essa identidade também se manifesta em trabalhos como “Sparks of Light”, uma canção de atmosfera intimista e cinematográfica, e “Morphema”, composição instrumental que explora vocalizes, sintetizadores, vibrafone e violões acústicos, ampliando as possibilidades expressivas da dupla.
A proposta estética do ARSONICAS dialoga com o espírito cosmopolita e libertário de bandas como a francesa Mano Negra, mas encontra sua própria expressão na dinâmica de um duo. A mobilidade, a economia de recursos e a proximidade com o público tornam-se elementos centrais de uma experiência musical que valoriza a espontaneidade e a capacidade de adaptação a diferentes espaços e territórios.
Em suas apresentações recentes, o ARSONICAS chamou a atenção do público na Ilha de Paquetá e na lendária casa Garage, no Rio de Janeiro, revelando a força de um espetáculo que combina repertório autoral, releituras surpreendentes e uma presença cênica marcada pela cumplicidade entre seus integrantes. A dupla também vem consolidando sua identidade audiovisual por meio de registros ao vivo e lançamentos independentes.
O projeto reúne duas trajetórias distintas e complementares. André Paixão, conhecido artisticamente como Nervoso, é músico, compositor e produtor com extensa atuação na cena independente brasileira, tendo integrado projetos como Acabou La Tequila, Autoramas e Nervoso e os Calmantes, além de colaborar com artistas de diferentes gerações. Renata Fontes Freire, conhecida artisticamente como Dinda, é cantora, compositora, instrumentista, artista, museóloga e arte-educadora — trajetória profissional plural.Há mais de uma década, sua voz rouca ecoa pelos palcos: Tropical Blues Cabaret, Time Forte, Ceceu Valença e Saisse e os Bois, o forró carioca, onde sua voz é reconhecida em “Onde vai dar esse namoro?”
Expandindo sua atuação para além dos palcos, o ARSONICAS prepara uma residência artística com o músico cubano René Ferrer, dedicada à criação coletiva de trilhas sonoras em unidades de conservação ambiental do Rio de Janeiro. A proposta investiga as relações entre música, paisagem, memória e natureza, aproximando a criação contemporânea dos territórios e de suas identidades sonoras”
“O músico, compositor e cantor Arnaldo Brandão apresenta o show O Futuro É o Presente do Passado, uma experiência musical que percorre diferentes tempos, memórias e sonoridades, conectando histórias e referências que atravessam sua trajetória artística. A apresentação conta com a participação especial da cantora Linda Ramalho.
No palco, passado, presente e futuro se encontram em um espetáculo marcado pela força da música, pela presença cênica e pelo olhar autoral de Arnaldo Brandão. A proposta é explorar as transformações do tempo e os caminhos pelos quais a música mantém vivas histórias, emoções e ideias, ao mesmo tempo que abre espaço para novas interpretações.
Com repertório especialmente pensado para a ocasião, o show estabelece pontes entre diferentes referências e possibilidades sonoras, reafirmando a música como território de memória, invenção e encontro. A apresentação convida o público a revisitar experiências e reconhecer como o passado continua a dialogar com o presente e a inspirar o futuro.
Sobre Arnaldo Brandão:
Espectador e protagonista da história do rock brasileiro, Arnaldo Brandão começou sua carreira na Bolha nos anos 70. Viveu em Londres no auge do rock, tocou com gigantes como Raul Seixas e os Doces Bárbaros, integrou a banda de Caetano Veloso e fundou o seminal Hanoi Hanoi nos anos 80, compondo sucessos atemporais. Multi-instrumentista, produtor e dono do Estúdio Hanoi, segue ativo, celebrando mais de 50 anos de uma trajetória ininterrupta e essencial.”

O ponto de encontro do Rock no RJ