Antes de entrarmos a fundo no show de Anette, precisamos falar da organização feita pela “Estética Torta Produções”, onde tudo correu da maneira como sempre gostaríamos de ver: som e luz impecáveis e um cenário de palco belíssimo.

É necessário também falarmos sobre a Magistry, banda do Paraná responsável não apenas por abrir o show da cantora, como também por ter parte de seus músicos integrando o corpo de orquestração de Anette em sua turnê pelo Brasil que se encerrou nesse show do Rio de Janeiro.

A banda, que tem em sua raiz no metal sinfônico, traz também elementos de doom, gótico e death metal em seu som, incorporando em sua orquestração instrumentos fora do comum, como harpa celta, oboé e cítara, entre outros, o que agrada muito aos fãs do gênero. Apesar de ser uma banda nova, está despontando na cena mostrando bastante entrosamento e, com o amadurecimento, tem um caminho promissor pela frente.
A banda, que conta com Lya Seffrin (vocal), Leonardo Arentz (vocal e guitarra), João Borth (guitarra), Thiago Parpinelli (teclado), Leonardo Rivabem (baixo) e Johan Wodzynski (bateria), entrega um show em que a estética e a execução das músicas ganham destaque, com músicos de alta qualidade e uma performance empolgante.



Encerrado o show da Magistry, logo a ansiedade tomou conta da plateia que aguardava o show de Anette Olzon no Teatro dos 4, nesta noite de terça-feira (29). E não pense que, por se tratar de um show em um teatro, o público não se empolgou. Muito pelo contrário!
Já nos primeiros acordes de “Taikatalvi”, todos se levantaram, iniciando o frenesi e mostrando qual seria a temperatura do show. Logo em seguida, “Storytime” deu as boas-vindas a Anette ao palco, e aí sim ficou evidente toda a empolgação do público.

Anette esteve acompanhada por uma orquestra e por uma banda de apoio formada por músicos do cenário nacional: Sanzio Rocha (guitarra), Kiko Lopes (bateria), Vithor Moraes (teclado) e Filipe Duarte (baixo e vocal), que teve a tarefa de “ocupar o espaço de Marko Hietala”, feito de forma brilhante e sem tentar imitá-lo. O que pudemos ver foi um espetáculo belíssimo, muito bem produzido e executado.
Desde sua entrada no palco, Anette se mostrou feliz por estar ali, esbanjando carisma e simpatia e cantando de maneira brilhante, com um sorriso no rosto até o final.
Com um repertório de tirar o fôlego para os fãs de Nightwish, o show mesclou músicas dos dois álbuns que Anette gravou com a banda, Dark Passion Play (2007) e Imaginaerum (2011), sendo este último quase tocado na íntegra.


Além das já citadas anteriormente (“Taikatalvi” e “Storytime”), o set contou, entre outras, com faixas como “Ghost River”, “Amaranth”, “The Islander”, “The Poet and the Pendulum”, “Escapist” e “Last Ride of the Day”, que encerrou o show.

Se teve um respiro? Sim. Por um breve momento, Anette convidou todos a se sentarem para apreciarem “Slow, Love, Slow”, “Turn Loose the Mermaids” e “The Islander”. E foi breve, porque logo em seguida o peso retornou com “The Poet and the Pendulum”.
Em cerca de duas horas de espetáculo, Anette interagiu, brincou e respondeu ao público com carinho. O que se viu foi uma plateia apaixonada e fiel, muitas vezes emocionada por poder presenciar ali, de forma tão intimista e ao mesmo tempo espetacular, aquelas músicas que marcaram uma fase tão importante do Nightwish.

Encerrado o show, o cansaço pareceu não abatê-la. Anette ainda atendeu fãs que se aglomeravam em frente ao palco para falar com ela e fez questão de dar atenção a eles na medida do possível.Anette deixou o Rio de Janeiro com a promessa de retornar em breve e, certamente, com as portas abertas para recebê-la novamente.




