Em meio a atrações voltadas ao pop, banda carioca venceu o frio e os problemas técnicos com um show de rock e energia no Highway Stage.
Coube à banda Drenna a árdua missão de ser a última banda brasileira a levar o rock pesado para o último dia do festival, em meio a tantas atrações voltadas mais ao público pop. E ela o fez com bastante dignidade, apresentando um show empolgante ao longo de uma hora e vencendo a chuva, o frio e alguns contratempos técnicos no início da apresentação, que logo foram sanados. Ah, e o som de Ivete Sangalo, que insistia em ecoar nos ouvidos. Tudo isso pôs à prova o profissionalismo e a habilidade da banda, que pareceu não se abalar.
Se, naquela tarde, a chuva e o frio castigavam a Cidade do Rock, no pequeno palco do Highway Stage a temperatura foi outra. Com Drena Rodrigues nos vocais, Milton Rock na bateria e Bruno Moraes no contrabaixo, a banda mandou ver em um verdadeiro show de rock e energia, fazendo com que o público que ia chegando aos poucos — muitos sem saber que ali estaria rolando rock — parasse para curtir a apresentação.


Com um set redondo, a banda, que tem 11 anos de estrada e dois álbuns lançados, mesclou músicas de ambos os trabalhos, como “Só o Tempo Irá Dizer”, “Me Desculpa”, “A Praia” — que rendeu uma boa brincadeira com os tantos dias de chuva que o Rio já enfrenta — e “Entorpecer”, entre outras.
Também esteve presente no set uma versão espetacular de “Roda Viva”, de Chico Buarque, além de uma execução fantástica de “Misirlou”, de Dick Dale & His Del-Tones, em que Drena mostrou que, além de ótima vocalista, é também uma exímia guitarrista, apresentando uma versão mais elaborada que a tradicional. Nesse momento, Milton levou a galera que estava por lá ao delírio ao descer para o público e tocar a caixa no meio daquela chuvarada toda.
Já tendo se apresentado em 2022 no Palco Favela, Drenna mostrou mais uma vez que merece retornar na próxima edição em um palco maior e com mais visibilidade, como o Global Village ou até mesmo o Supernova.




