Banda paraibana celebra o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio em 26 de setembro, no Rio de Janeiro.
O grupo paraibano Papangu se apresenta no Circo Voador em 26 de setembro, para mostrar ao público Celestial, seu terceiro álbum de estúdio e primeiro trabalho lançado pela Deck. A noite também terá shows de Ave Sangria e Zepelim e o Sopro do Cão.
A chegada de Celestial dá continuidade a uma discografia marcada por álbuns conceituais. Em Holoceno (2021), a Papangu uniu Rock progressivo, Sludge Metal, Stoner Rock e ritmos nordestinos. Já Lampião Rei (2024) aprofundou a identidade da banda ao combinar Metal extremo, MPB e Jazz Fusion em uma narrativa de realismo mágico inspirada na trajetória de Lampião.
A boa recepção dos dois discos colocou a Papangu nas listas de 50 melhores álbuns do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em seus respectivos lançamentos, e ajudou a abrir caminho para a primeira turnê internacional do grupo, realizada pela Europa e pelo Reino Unido em 2025.
É a partir desse percurso que a banda apresenta Celestial. O novo trabalho entrelaça Rock Progressivo, MPB, Metal Extremo, zeuhl, ciranda e forró, além de se inspirar em rituais de proteção do corpo e do espírito. O álbum aborda a autoafirmação da humanidade diante da adoção desenfreada de ferramentas de inteligência artificial, em diálogo com referências nordestinas, literatura modernista e realismo mágico.
Gravado em Berlim, na Alemanha, logo após a primeira turnê internacional da Papangu, Celestial foi produzido de forma totalmente analógica, sem computadores, plugins ou recursos digitais. Registrado em fita magnética de duas polegadas ao longo de nove dias, o disco preserva ruídos, granulações, imperfeições e variações dinâmicas como parte de sua proposta sonora.
Para chegar a esse resultado, o grupo utilizou equipamentos vintage que remetem a timbres das décadas de 1960, 1970 e 1980, sem recorrer a fórmulas nostálgicas. A dimensão visual do álbum também acompanha essa construção: a artista plástica pernambucana Juliana Lapa assina o tríptico que dialoga com a paisagem sonora criada pela banda.

No Circo Voador, a Papangu divide a noite com a Ave Sangria, um dos nomes históricos da psicodelia pernambucana. Formada no Recife no fim dos anos 1960, a banda lançou seu álbum de estreia, Ave Sangria, em 1974, mas teve o trabalho afetado pela censura durante a ditadura militar. O grupo retornou às atividades em 2014 e, cinco anos depois, lançou Vendavais, disco que reuniu músicas compostas entre 1972 e 1974.
A trajetória da Ave Sangria também passa por Paulo Rafael, guitarrista da formação original, falecido em 2021. Além de sua atuação no grupo, ele foi parceiro musical de Alceu Valença por mais de quatro décadas e contribuiu com sua guitarra para a construção da sonoridade elétrica do cantor pernambucano.
Com referências que atravessam o Rock Psicodélico, o baião e o Rock Progressivo, a Ave Sangria revisita no Rio de Janeiro canções de seus dois álbuns de estúdio. Abrindo a programação, a Zepelim e o Sopro do Cão apresenta uma sonoridade que cruza referências do Rock brasileiro dos anos 1990, Hardcore e Rap.
Serviço – Papangu + Ave Sangria + Zepelim e o Sopro do Cão
Data: 26 de setembro de 2026
Abertura dos portões: 20h
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n, Lapa, Rio de Janeiro/RJ
Classificação etária: 18 anos. Maiores de 14 anos entram acompanhados dos pais ou responsáveis.
Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/circo-voador/papangu-ave-sangria-no-circo-voador-4208412/




