Decisão que impede o uso do nome original não é definitiva, segundo Angelo Arede; ex-baterista Cid Mesquita apresentou sua versão sobre a disputa.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Angelo Arede informou que a atual formação da Gangrena Gasosa passou a utilizar provisoriamente o nome Gangrena Vodu. Segundo o músico, a mudança teve efeito em 4 de setembro, em decorrência de uma decisão judicial que impede o uso do nome original enquanto um recurso apresentado pela defesa aguarda julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com Arede, a decisão ainda não é definitiva. A disputa pelo uso do nome da banda, que se arrasta desde 2016, envolve o ex-baterista Cid Mesquita, um dos fundadores do grupo, do qual integrou a formação até 1995.
No vídeo, Arede afirma que recebeu a concessão definitiva da marca em 2018 e que obteve decisões favoráveis no processo até 2024. Segundo o músico, esse entendimento foi revertido posteriormente em uma decisão que sua defesa considera contraditória e que agora é contestada no STJ.
Arede aponta três questões que, em sua avaliação, foram desconsideradas: a falta de representação de Mesquita no processo por quase seis meses; a prioridade do uso de boa-fé da marca; e a diferenciação entre direito de marca e direito autoral. O vocalista também afirma que a defesa questiona a antecipação dos efeitos da decisão antes do encerramento definitivo do processo.
Ainda segundo Arede, houve uma tentativa de acordo entre as partes, com uma proposta de shows comemorativos que reuniriam referências a diferentes fases da banda. A iniciativa, porém, teria sido recusada.
Por outro lado, em comentário publicado em um post do Vitrola News, Cid Mesquita apresentou sua versão sobre o processo. O músico afirmou que os integrantes originais da banda, incluindo ele, só tomaram conhecimento do registro da marca por meio do site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Segundo Mesquita, os membros da formação original não foram consultados sobre o registro. Ele também questiona o uso como marca de uma música atribuída a ele e a outros integrantes e afirma que decidiu mover uma ação judicial após o arquivamento de uma acusação de calúnia feita contra ele, sob o entendimento de “falsa notificação de crime”.
Enquanto o processo segue em andamento, a Gangrena Vodu já tem duas apresentações marcadas no Estado do Rio de Janeiro, dentro do Ritual Metal Fest, ao lado da banda de Death Metal Ereboros. A primeira será realizada em 5 de dezembro, em São Gonçalo, e a segunda acontece em 6 de dezembro, em Duque de Caxias.
As declarações reproduzidas nesta matéria refletem as versões apresentadas por Angelo Arede e Cid Mesquita no contexto da disputa judicial em andamento.




